Ministério da Defesa do Japão busca drones interceptadores do setor privado para contrarrestar ameaças de drones suicidas
Tóquio solicita propostas comerciais para drones capazes de neutralizar UAVs de ataque, com um possível contrato de produção em massa a ser assinado já em agosto.
A Agência de Aquisição, Tecnologia e Logística do Japão (ATLA) lançou uma licitação pública para drones interceptadores projetados para contrarrestar veículos aéreos não tripulados suicidas ou de estilo kamikaze, pressionando empresas de tecnologia civil a apresentarem propostas enquanto o país busca fechar rapidamente uma lacuna de capacidade.
A ATLA planeja realizar testes de prova de conceito em julho. Se um sistema candidato demonstrar idoneidade operacional adequada durante esses testes, a agência pretende passar diretamente para um contrato de produção em massa, potencialmente até o final de agosto — um cronograma inusitadamente comprimido para a aquisição de defesa japonesa.
O Ministro da Defesa Shinjiro Koizumi amplificou o chamado em sua conta oficial no X, instando pessoalmente as empresas a apresentarem soluções, um movimento que sinaliza apoio político de alto nível para o esforço acelerado.
A iniciativa reflete crescente preocupação em Tóquio sobre a proliferação de drones de ataque de baixo custo em campos de batalha contemporâneos — uma ameaça tornada evidente por seu uso proeminente na guerra na Ucrânia. Drones suicidas são baratos de produzir e difíceis de contrarrestar com sistemas convencionais de defesa aérea projetados para aeronaves tripuladas ou mísseis balísticos.
ITmedia, que cobre a licitação sob uma perspectiva comercial e tecnológica, enfatizou a oportunidade comercial que a convocação aberta representa, observando que o estabelecimento de defesa do Japão está deliberadamente chegando ao setor de tecnologia civil em vez de depender unicamente de contratantes principais estabelecidos.
A licitação é parte de um esforço japonês mais amplo para acelerar ciclos de aquisição de defesa e integrar tecnologias de duplo uso desenvolvidas por startups e empresas comerciais. O Japão vem flexibilizando suas restrições históricas sobre gastos com defesa e exportações de armas nos últimos anos, comprometendo-se a aumentar os gastos de defesa para dois por cento do PIB.
Vários detalhes permanecem publicamente indefinidos, incluindo as especificações técnicas que a ATLA considera requisitos de umbral, o número de unidades previstas em qualquer contrato de produção inicial, e que empresas já expressaram interesse. O resultado dos testes de julho determinará se alguma proposta individual avança ou se múltiplos concorrentes serão avaliados.
Caso o programa prossiga conforme programado, o Japão implantaria uma capacidade de interceptação de drones adquirida internamente dentro de meses — um desenvolvimento que seria observado de perto por parceiros regionais e potenciais receptores de equipamentos de defesa japoneses.