2026-06-10
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Copa do Mundo 2026 Enfrenta Dois Desafios: Turbulência Organizacional e um Gramado Não Testado

Enquanto Estados Unidos, Canadá e México se preparam para sediar o maior evento do futebol, a desordem logística e uma superfície de jogo experimental estão atraindo escrutínio de todos os setores.

2026-06-10·Alemanha·Síntese de 2 fontes
soccer field
Photo: Vienna Reyes / Unsplash · illustrative

A Copa do Mundo 2026, programada para abranger três nações na América do Norte, enfrenta um conjunto crescente de desafios em sua fase final de preparação — desde desorganização administrativa no nível nacional até questões sérias sobre a qualidade do gramado em que os jogadores vão competir.

Entre as dezesseis cidades-sede, Nova York se destaca como um aspecto relativamente positivo. O prefeito Zohran Mamdani adotou uma abordagem proativa em relação à preparação do torneio, e a cidade — que sediará a final — foi citada como um exemplo de como as preparações podem ser gerenciadas de forma eficaz apesar da turbulência mais ampla que afeta o esforço organizador americano.

Der Spiegel caracterizou a situação geral nos Estados Unidos como uma de «enormes problemas organizacionais», enquadrando a competência relativa de Nova York como um contraste com um panorama nacional de confusão. A publicação alemã retratou Mamdani como um prefeito que está fazendo um esforço deliberado para demonstrar à FIFA que as cidades-sede podem entregar, mesmo quando a estrutura mais ampla está tendo dificuldades.

No gramado, o torneio enfrenta um desafio separado mas igualmente significativo. Especialistas em gramados desenvolveram uma variedade de grama especialmente desenvolvida para o evento, mas as avaliações iniciais sugerem que a superfície se comporta de forma diferente do que os principais jogadores profissionais estão acostumados — descrita como mais opaca, mais seca e menos responsiva. Vários times nacionais já levantaram preocupações, e relata-se que a Alemanha trouxe seu próprio especialista em manutenção de gramados para avaliar de forma independente e gerenciar as condições em seus estádios de partidas.

Die Welt, que deu cobertura extensiva à questão do gramado, a enquadrou como um desafio subestimado e pouco reportado. O tom da publicação foi medido mas cauteloso, observando que embora especialistas tenham projetado a superfície especificamente para este torneio, os testes em condições reais serão o árbitro final de sua adequação. O jornal enfatizou que o gramado representa um afastamento genuíno do que os jogadores encontram em suas ligas domésticas.

A combinação de disfunção logística e uma superfície de jogo desconhecida levanta questões sobre a supervisão da FIFA de um torneio que já carrega uma pegada incomumente complexa. Sediar o evento em três países — com partidas jogadas em estádios que variam de sedes de futebol especialmente construídas a arenas de futebol americano convertidas — adiciona camadas de coordenação que não têm precedente real nesta escala.

A edição 2026 será a primeira Copa do Mundo com quarenta e oito equipes, subindo de trinta e duas anteriormente, o que multiplica o número de partidas, sedes e partes móveis que os organizadores devem coordenar. Essa expansão amplifica as consequências de qualquer deficiência administrativa que permaneça não resolvida enquanto se aproxima das partidas iniciais.

O que permanece incerto é se as dificuldades organizacionais que afetam o comitê anfitrião americano mais amplo serão resolvidas a tempo, e se o gramado experimental resistirá a um calendário de torneio estendido. O exemplo de Nova York sugere que a liderança local capaz pode compensar algumas das lacunas estruturais — mas se esse modelo pode ser replicado em todas as sedes antes do ponta pé inicial é uma questão em aberto.